A pedidos ... alterei o termo "homem", substituindo-o por "ser humano". No entanto, entenda-se "homem" como um termo genérico dessa espécie de animal, mamífero, primata do gênero homo. Então, isso serve também para as mulheres!!!
O que é o ser humano (homem)?
“O (homem) ser humano está no mundo, mas não é do mundo”, dizem os espiritualistas. Desde os primórdios das civilizações, das formas mais variadas – pensadas por egípcios, hindus, gregos hebreus e outros povos – a concepção de (homem) ser humano é a de um “passajante” (um passageiro viajante) vindo de algum lugar ou da essência de alguém (uma divindade), que caminha “neste vale de lágrimas”, com sucessivas encarnações ou não, em direção à parusia, ao nirvana, à felicidade eterna, após ter cumprido a missão a ele destinada.
“O (homem) ser humano está no mundo e esta é a sua única realidade”, dizem os existencialistas. Não há nada anterior a ele que lhe dê uma essência, um destino ou uma missão. Não teve o poder de decisão sobre o seu ato de vir a existir, mas é totalmente responsável pela sua existência. A cada instante, está condenado a ter que escolher. Cada momento e cada situação de vida foram construídos por ele próprio, sem nenhuma determinação externa a si mesmo. Neste sentido, ele é um ser solitário, mesmo vivendo em coletividade, porque, em última instância ele é o único responsável pelo seu existir.
“O (homem) ser humano é uma construção de si mesmo”, dizem os fenomenologistas, os marxistas, os construtivistas. O (homem) ser humano não é o que dizem que ele é. Ele é fruto da relação entre ele mesmo e os objetos que o circundam. Neste sentido, a consciência do (homem) ser humano é apenas a consciência que ele tem – individualmente – de si e das coisas. Ele se constrói a si próprio, tomado não no sentido biológico, mas no sentido psicanalítico, no sentido de “ter consciência de”. Se, enquanto espécie biológica, há uma base genética e material, enquanto ser, o (homem) ser humano é aquilo que ele se constrói por si mesmo. Daí, para o (homem) ser humano, o mundo não é o que é; é o que ele concebe que é.
“O (homem) ser humano é a ponta final da escala da evolução”, dizem os biólogos evolucionistas. Já que na natureza nada se cria, tudo se transforma, também o (homem) ser humano é fruto do próprio fluir da matéria. Nesta ótica, não tem sentido a especulação, a preocupação e a concepção sobre a essência do (homem) ser humano pré-concebida e determinada como a obra-prima da criação, mas apenas como o ser que ocupa o ponto mais alto da escala da evolução, o ser mais complexo do processo evolutivo. Mesmo nesta concepção, o (homem) ser humano estabeleceu para si uma posição de prepotência sobre os demais seres da natureza: a de um “ser superior”, o mais evoluído, com conseqüências desastrosas para a própria natureza. Assim pensando, ele se tornou o maior predador do planeta.
“O (homem) ser humano é uma mera incógnita indecifrável”, dizem os pensadores e cientistas mais céticos. Por mais que queiramos compreendê-lo, não nos é possível estabelecer concepções precisas sobre a natureza, a essência, a estrutura ou o sentido de sua existência. Nada nele foi programado, planejado, direcionado. Mesmo encontrando-se explicações genéticas, mesmo buscando a identificação da cadeia cromossômica que o determina fisicamente, e em alguns aspectos, psicologicamente, incidem sobre ele uma série de fatores sociais e culturais (costumes, regras, idéias, valores, etc.) que o transformam a cada instante e em cada espaço. Nem a biologia, nem a sociologia e nem a psicanálise dão conta de explicar de forma conclusiva quem é o homem. Ou como dizem alguns: “o (homem) ser humano é um erro genético”.
Seja qual for a concepção que cada um possa ter de si mesmo e da espécie a qual pertence, pensar o ser humano é um dos exercícios mais fantástico da mente humana. Vale a pena esse exercício, porque, se não chegarmos a conclusão alguma, talvez possamos então admitir o princípio de Sartre: "O essencial não é aquilo que se fez do (homem) ser humano, mas aquilo que ele fez do que fizeram dele" (Sartre, 1952).
Cara, você é ridículo. Seu pensamento é retrógrado. Porque não se muda pra algum país árabe do Oriente Médio aonde reina a DITADURA. Lá você será rei... aqui você é ralé e está na contramão da maré. Como cidadão tenho o direito de lhe criticar: Você é pago com o meu imposto, tanto como militar quanto deputado. E eu tenho direito de exigir de você e de todos os que vivem às custas do nosso dinheiro um pouco de ética.
Será que você tem cura?
(sobre os pronunciamentos preconceituosos do deputado Jair Bolsonaro sobre negros, gays e políticos progressistas)
Quem conhece os outros é inteligente. Quem conhece a si mesmo é sábio. Quem vence os outros é forte. Quem vence a si mesmo é poderoso. Quem se faz valer tem força de vontade. Quem é auto-suficiente é rico. Quem não perde o seu lugar é estável. Quem mesmo na morte não perece, esse vive.
Quem conhece os outros é inteligente. Quem conhece a si mesmo é iluminado. Quem vence os outros é forte. Quem vence a si mesmo é invencível. Quem sabe estar satisfeito é rico. Quem segue seu caminho é inabalável. Quem permanece em seu lugar perdura. Quem morre sem deixar de ser conquistou a imortalidade.
"Na época da ditadura, eu estava presa no Dops, em São Paulo. Como as celas estavam lotadas de presos políticos e havia menos mulheres do que homens, botavam a gente nas solitárias. Então, fui parar em uma solitária. Estávamos eu e uma jovem de 21 anos chamada Leslie Denise, a Lelé. Um dia bateram na nossa porta com uma caneca. Pela janelinha, vimos um velhinho de olhos azuis. Com bandagens nos pulsos, ele disse assim: ‘Oi, meu nome é Jacob Gorender. Como é que vocês se chamam?’. Entre os presos havia dois estrangeiros do Al Fatah (facção palestina). Um deles nos contou que o velhinho era o doutor Jacob Gorender. Fizeram barbaridades com ele e passamos a cuidar dele. Lavávamos sua roupa, amassávamos abacate, botávamos açúcar, limãozinho. Ficamos amicíssimas dele. A gente o achava velho, mas ele tinha 47 anos. Um dia, ele me deu um conselho: ‘Só tem uma coisa que você não pode fazer’, disse para mim e para Lelé. ‘Vocês não podem achar antecipadamente que eles (do Dops) sabem tudo, porque, se você achar que eles sabem tudo, que entendem tudo e são tão poderosos, vocês já se derrotaram’. Então, na vida, você não pode achar nunca que as pessoas sabem tudo ou são tudo. Se você não for capaz de entender o que a outra pessoa quer de ti, como é que ela te atinge, se você não for capaz de fazer isso, você já perdeu. E a frase dele era a seguinte: ‘Cuidado. Só você pode se derrotar’."
Dilma Rousseff, 61 anos, mineira, ministra-chefe da Casa Civil
Era 1964. Eu tinha 30 anos e estava fazendo pós-graduação nos Estados Unidos. No Brasil, o golpe militar trouxe um clima em que qualquer coisa era subversão. Não era preciso fazer nada para ir preso. Muitos amigos meus foram assassinados. Eu escrevia artigos falando de liberdade, nada explícito contra o regime, mas é claro que eu era contra ele. E assim ganhei inimigos. Eu tinha sido pastor. Pessoas que não gostavam de mim dentro da igreja começaram a me fazer acusações. Nada era claro. Nunca sabemos direito como são as coisas. Chegavam mensagens do tipo ‘consta que existe um documento contra você’ e tal. Eram ameaças. E, naquela época, até provar que focinho de porco não era tomada elétrica... Eu quis me defender. Publiquei artigos em revistas americanas para me explicar. Não houve repercussão. Foi então que meu professor de filosofia na universidade, muito sábio, me deu o melhor conselho que já me deram na vida. Ele me disse: ‘Rubem, nunca se explique. Para seus amigos, não é preciso se explicar. Para seus inimigos, é inútil se explicar’. Eu tentei seguir o conselho. Sempre tento, mas muitas vezes eu desobedeço. Ninguém segue conselho, né?
Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião. Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.
Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.
Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ela deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz.
Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer. Ou ter coragem pra fazer.
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.
E é assim que perdemos pessoas especiais.
Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.
Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.
Fácil é dizer ''oi '' ou ''como vai?''
Difícil é dizer ''adeus''. Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...
Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do nosso corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.
Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade sem ter medo de viver, sem ter medo do depois.
Amar e se entregar. E aprender a dar valor somente a quem te ama.
Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência.
Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.
Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las.
Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.
Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta.
Ou querer entender a resposta.
Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria...
Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma.
Sinceramente por inteiro.
Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.
Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém.
Saber que é realmente amado.
Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.
Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundos, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais resgata.
Uma simples mulher existe que, pela imensidão de seu amor, tem um pouco de Deus ...
Pela constância de sua dedicação, tem muito de anjo...
Que, sendo moça, pensa como uma anciã...
Sendo velha, age com todas as forças da juventude ...
Quando ignorante, melhor que qualquer sábio, desvenda os segredos da vida ...
E, quando sábia, assume a simplicidade das crianças...
Pobre, sabe enriquecer-se com a felicidade dos que ama...
Rica, empobrece-se para que seu coração não sangre ferido pelos ingratos...
Forte, estremece ao choro de uma criancinha...
Fraca, entretanto, se alteia com a bravura dos leões...
Viva, não lhe sabemos dar valor, porque à sua sombra todas as dores se apagam...
Morta, tudo o que somos e tudo o que temos, daríamos para vê-la de novo, e dela receber um aperto de seus braços, uma palavra de seus lábios ...
Não exijam de mim que diga o nome dessa mulher se não quiserem que ensope de lágrimas essa mensagem, porque eu a vi passar em meu caminho ...
Quando crescerem vossos filhos, leiam para eles esta mensagem ...
Eles vos cobrirão de beijos a fronte e vos dirão que um pobre viajante, em troca de suntuosa hospedagem recebida, aqui deixou para todos o retrato de sua própria MÃE ...
Edgar Mueller passou cinco dias, trabalhando 12 horas diárias, para criar essa imagem de 250 m2 que, vista do ângulo correto, parece ser uma fenda 3D. Ele então convidou os transeuntes para apreciar a ilusão, que lhes dava a impressão de um buraco real.
"Eu queria jogar com pontos positivos e negativos para incentivar as pessoas a pensar duas vezes sobre tudo o que veem", disse ele.
"Foi uma cena muito curiosa no início. Quando as pessoas viram que era muito divertido jogar-se nele, fingiam cair no buraco.”
Mueller treinou muito para criar a cena que desse essa ilusão de ótica. Pintou-a primeiro numa parede de acrílico e utilizou uma lente de câmera para ajudar a visualizar totalmente a ideia antes de pintar a versão definitiva. O resultado foi uma cena incrível que dava uma impressão de profundidade numa superfície plana.
Apesar de ser bastante conhecido (e citado nos concursos de miss) é um texto maravilhoso.
Vale a pena a gente ler e reler de quando em quando.
Sem fazer filosofia barata, o texto diz, de forma singela, aquilo que normalmente os filósofos, os psicólogos, os religiosos e sociólogos não dizeram.
Um piloto militar, no furor da II Guerra, em 1943, ousou escrever, não para crianças, mas para a alma humana.
"E foi então que apareceu a raposa: - Bom dia, disse a raposa. - Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada. Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira… - Quem és tu? perguntou o principezinho.Tu és bem bonita… - Sou uma raposa, disse a raposa. - Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste… - Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda. - Ah! desculpa, disse o principezinho. Após uma reflexão, acrescentou: - Que quer dizer "cativar"? - Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras? - Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"? - Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que eles fazem. Tu procuras galinhas? - Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"? - É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços…". - Criar laços? - Exatamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo… - Começo a compreender, disse o principezinho…Existe uma flor…eu creio que ela me cativou… - É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra… (...)
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe: - Por favor… cativa-me! disse ela. - Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer. - A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo,cativa-me! - Que é preciso fazer? perguntou o principezinho. - É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei pelo o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto… No dia seguinte o principezinho voltou. - Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde às três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... (...)
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar."
Antoine de Saint-Exupéry, O Pequeno Príncipe. Capítulo XXI.
Música de João Nogueira é uma verdadeira filosofia da música, enquanto expressão da alma humana.
Dissem que Beethoven teria afirmado:
"A música é capaz de reproduzir, em sua forma real, a dor que dilacera a alma e o sorriso que inebria.""
“Música é o pressentimento de coisas celestiais.”
"Se o céu existe, ele por certo é feito de música."
Confira se não é verdade
(Montagem por Ari Herculano de Souza, com música de João Nogueira e imagens da internet)
Ludwig van Beethoven
Ludwig van Beethoven nasceu em 16 de dezembro de 1770, em Bonn, Alemanha. Mas sua ascendência era holandesa. (...) O pai, Johann, percebeu que o pequeno Ludwig (que fora batizado assim em homenagem ao avô) tinha talento incomum para música e tratou de encaminhá-lo à carreira de músico do eleitor. Mas o fez de forma desastrosa. Obrigava o filho a estudar música horas e horas por dia, e não raro o batia. A educação musical de Beethoven tinha aspectos de verdadeira tortura.
Desde os treze anos Ludwig ajudou no sustento da casa, já que o pai afundava-se cada vez mais na bebida. Trabalhava como organista, cravista ensaiador do teatro, músico de orquestra e professor, e assim precocemente assumiu a chefia da família. Era um adolescente introspectivo, tímido e melancólico, freqüentemente imerso em devaneios e "distrações", como seus amigos testemunharam.
Em 1784, Beethoven conheceu um jovem conde, de nome Waldstein, e tornou-se amigo dele. O conde notou o talento do compositor e o enviou para Viena, para que se tornasse aluno de Mozart. Mas tudo leva a crer que Mozart não lhe deu muita atenção, Beethoven voltou em duas semanas para Bonn.
Em Bonn, começou a fazer curso de literatura - até para compensar sua falta de estudo geral, já que saíra da escola com apenas 11 anos - e lá teve seus primeiros contatos com as fervilhantes idéias da Revolução Francesa (...). Esses ideais tornariam fundamentais na arte de Beethoven.
Apenas em 1792 que Beethoven haveria de partir definitivamente para Viena. Novamente por intermédio do conde Waldstein, dessa vez Ludwig havia sido aceito como aluno de Haydn - ou melhor, "papai Haydn", como o novo pupilo o chamava. (...)
Era um pianista virtuose de sucesso nos meios aristocráticos, e soube cultivar admiradores. Apesar disso, ainda acreditava nos ideais revolucionários franceses. Então surgiram os primeiros sintomas da grande tragédia beethoveniana - a surdez. Em 1796, na volta de uma turnê, começou a queixar-se, e foi diagnosticada uma congestão dos centros auditivos internos. Tratou-se com médicos e melhorou sua higiene, a fim de recuperar a boa audição que sempre teve, e escondeu o problema de todos o máximo que pôde. Só dez anos depois, em 1806, que revelou o problema, em uma frase anotada nos esboços do Quarteto no. 9: "Não guardes mais o segredo de tua surdez, nem mesmo em tua arte!".
Antes disso, em 1802, Beethoven escreveu o que seria o seu documento mais famoso: o Testamento de Heiligenstadt. Trata-se de uma carta, originalmente destinada aos dois irmãos, mas que nunca foi enviada, onde reflete, desesperado, sobre a tragédia da surdez e sua arte. Ele estava, por recomendação médica, descansando na aldeia de Heiligenstadt, perto de Viena, e teve sua crise mais profunda, quando cogitou seriamente o suicídio. Era um pensamento forte e recorrente. O que o fez mudar de idéia? "Foi a arte, e apenas ela, que me reteve. Ah, parecia-me impossível deixar o mundo antes de ter dado tudo o que ainda germinava em mim!", escreveu na carta.
O resultado é o nascimento do nosso Beethoven, o músico que doou toda sua obra à humanidade. "Divindade, tu vês do alto o fundo de mim mesmo, sabes que o amor pela humanidade e o desejo de fazer o bem habitam-me", continua o Testamento. Para Beethoven, sua música era uma verdadeira missão. A Sinfonia no. 3, Eroica, sua primeira obra monumental (...).
No terreno sentimental, outra carta surge como importante documento histórico: a Carta à Bem-Amada Imortal. Beethoven nunca se casou, e sua vida amorosa foi uma coleção de insucessos e de sentimentos não-correspondidos. Apenas um amor correspondido foi realizado intensamente, e sabemos disso exatamente através dessa carta, escrita em 1812. (...)
A identidade da "Bem-Amada Imortal" nunca ficou muito clara e suscitou grande enigma entre os biógrafos de Beethoven. (...) Ludwig permaneceria solteiro.
Nos anos seguintes, Beethoven entraria em grande depressão, da qual só sairia em 1819, e de forma exultante. A década seguinte seria um período de supremas obras-primas: as últimas sonatas para piano, as Variações Diabelli, a Missa Solene, a Nona Sinfonia e, principalmente, os últimos quartetos de cordas.
Foi nessa atividade, cheio de planos para o futuro (uma décima sinfonia, um réquiem, outra ópera), que ficou gravemente doente - pneumonia, além de cirrose e infecção intestinal. No dia 26 de março de 1827, morreria Ludwig van Beethoven, segundo a lenda, levantando o punho em um último combate contra o destino.